FÃ INTERNACIONAL: Criador do ‘Diário de um Banana’ revela ‘paixão’ por Xuxa

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O americano Jeff Kinney, autor de ‘Diário de um Banana’, durante passagem pelo Rio em 2015 (V&R Editora/Divulgação)

Fãs do americano Jeff Kinney de diversas idades talvez não saibam, mas o autor da série Diário de um Banana (V&R Editora), que está lançando mais um volume no Brasil, Bons Tempos, sobre a difícil relação das pessoas com a tecnologia no mundo de hoje, é ele próprio fã de um ícone da cultura pop infantil nacional.

Quando tinha seus 20 e poucos anos e entrava na vida adulta, Kinney ficou hipnotizado com uma loira que dançava, cantava e, digamos, surtava na TV. Era Xuxa, a apresentadora que por anos e anos dominou as manhãs da TV Globo e chegou a se lançar no mercado internacional, com um programa na Argentina (onde disse ter duas cadelinhas, Mara e Angélica) e um game-show nos Estados Unidos, nos anos 1990.

“Era diferente de tudo que eu havia visto antes. Amei a música e toda a loucura dela no ar”, conta Kinney, um admirador declarado de Xuxa. O criador do doce e aparvalhado Greg Heffley defende Xuxa até das críticas que ela sofre hoje, por imitar Ellen DeGeneres e, segundo alguns fãs, se vestir de maneira masculina – embora nunca tenha visto o seu programa na Record. E conta que a brasileira lhe proporcionou uma experiência inesquecível na vida.

Confira abaixo uma rápida entrevista com Jeff Kinney:
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O novo volume da série Diário de um Banana é sobre a nossa complicada relação com a tecnologia. Você acha que essa relação torna a infância das crianças de hoje muito diferente do que foi a nossa infância?

-Eu acho que tem havido uma enorme proliferação de tecnologias nos últimos cinco anos, como nunca vimos antes. Isso melhora a qualidade de nossas vidas, é claro, mas também pode nos impedir de interagir um com o outro. E acho que as crianças, assim como nós, adultos, estamos viciados em tecnologia. É um excesso.

De que forma o senhor, como pai, orienta seus filhos a lidar com a tecnologia?

-Tentamos limitar o tempo que eles passam com uma tela na mão. Estamos enfrentando o mesmo problema que os pais de todo o mundo encaram agora… a questão é definir o quanto de tecnologia é saudável e onde começa o excesso.

I novo livro também fala sobre o que podemos tirar de bom e de ruim sobre o passado, certo? O que você vê de evolução no mundo de hoje?

-A maioria dos adultos pensa que a vida era melhor quando eles eram menores. Meus pais pensaram assim, da mesma forma que os pais deles. Mas, claramente, algumas coisas estão melhores hoje. A medicina, por exemplo! E os cintos de segurança.

É verdade que você é um grande fã da Xuxa?

-Sim! Nos anos 1990, a Xuxa trouxe o programa dela para os Estados Unidos, e era diferente de tudo que eu havia visto antes. Amei a música e toda a loucura dela no ar. Mas infelizmente não a acompanho mais. Nunca vi seu programa novo, na Record.

Ela tem sido criticada por esse programa, em que copia a apresentadora americana Ellen DeGeneres. O que você acha dessa estratégia de imitar a Ellen? 

-Acho que Xuxa é esperta. Ellen Degeneres tem um formato duradouro e Xuxa, que está no ramo do entretenimento há bastante tempo, precisa se reinventar constantemente. Ela é experiente e também uma sobrevivente.

As críticas também recaem sobre o figurino de Xuxa, que alguns fãs acham pouco feminino. O que você pensa disso? Uma mulher deve se vestir de modo “feminino” para ser considerada uma mulher?

-Eu não tenho uma opinião forte sobre isso. Acho que as pessoas devem usar as roupas com que se sentem confortáveis.

Você tem contato com Xuxa hoje?

-Não, faz tempo que não nos falamos. Mas ela me convidou para o aniversário dela de 50 anos em 2013 e… foi uma experiência única na vida, que eu jamais vou esquecer.

FONTE: VEJA

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